Star Wars sempre foi conhecido por ser uma franquia complicada, compreendida apenas por seus maiores e numerosos fãs. Não há como negar que a série é um verdadeiro sucesso - o primeiro filme figura na lista dos dez mais assistidos do mundo -, mas as complicadas histórias, que envolvem planetas, uma infinidade de personagens e cronologias diferentes do que estamos acostumados, tem uma "problemática": é muito difícil para a LucasFilm, produtora da franquia, conseguir novos públicos. A animação Star Wars: The Clone Wars chega para suprir essa necessidade.
Ambientado entre o Episódio II: O Ataque dos Clones e o Episódio III: A Vingança dos Sith, The Clone Wars usa e abusa da influência dos animes (o que já tinha sido mostrado no desenho animado inspirado na série) para criar uma história ágil, divertida e simples de ser digerida.
Neste novo capítulo, o criador George Lucas deu seus palpites, mas não colocou a mão na direção. Quem ficou a cargo dela foi o americano Dave Filoni, que adquiriu uma certa experiência em animações depois de dirigir o fenômeno Avatar, exibido no Brasil pela Rede Globo e a TV paga.
Na nova aventura, o jovem Anakin Skywalker é obrigado a treinar a aprendiz de jedi Ahsoka Tano no meio das Guerras Clônicas, um dos pontos mais importantes da saga Star Wars. Teimosa e ousada, ela acredita na própria força e, ao contrário dos outros jedi, adora tirar vantagem das situações em que ela está no topo.
No meio tempo, o bebê do mercenário Jabba, The Hutt, que comanda o planeta Tatooine, foi seqüestrado e Anakin recebe a missão de resgatá-lo. A intenção dos aliados da República é conseguir como recompensa uma boa vantagem na guerra, já que Jabba é dono de um dos pontos essenciais da galáxia para a passagem das tropas envolvidas.
O que eles não sabem é que a missão é uma armadilha: o bebê foi seqüestrado pelo malvado Conde Dookan, que quer expandir sua influência entre os Separatistas e tenta convencer Jabba que foi Anakin o responsável pelo rapto.
Com a trama armada, os personagens de Star Wars tentam, com certa maestria, driblar os planos de Dookan.
Como citado, a trama se desenvolve muito mais rápido e simplificado do que os outros longas da franquia, o que deixou os verdadeiros fãs de nariz torcido. As diferenças são gritantes: até a tradicional música da abertura ganhou um remix, que chega a quebrar o clima inicial.
Em sua estréia na saga, Filoni acerta em alguns pontos. Fica claro que The Clone Wars é uma introdução para a série animada de TV, que ele também está no comando, com estréia prevista para outubro no Cartoon Network americano.
A animação deixa a desejar, se comparado a outras grandiosas produções - como Kung Fu Panda e em especial, Wall-E - que estrearam este ano. No mais, The Clone Wars tem tudo para arrecadar grandes bilheterias e conseguir a tão sonhada gama de novos fãs que a franquia precisa para sobreviver.
Fonte: Redação Terra
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